segunda-feira, maio 20

62 – Gosto “bué de ti «Luar dos Dias»



Escrito em 2010.

Gosto “bué” de ti

Dizem-me que eu devo falar mais de coisas importantes, falar às pessoas.
Perder o pejo de me expor em sentimentos, já que as minhas ideias sempre foram púbicas.
Mas tem sido complicado arcar com o peso da minha circunstância, escrever sério, articular sentires.
Timidez?
Medo?
Não interessa agora…
Dizer o quanto gosto de algumas pessoas, porque eu gosto muito de gente, de gente boa, vai passar a ser o meu lema
Por isso me apetece dizer o quanto gosto das tuas indecisões, dos teus medos, mas também da tua guerra pela vida, mesmo achando que te falta alguma preparação.
Não estavas apetrechada para tanta luta
Gosto na mesma quando sou bruto, digo que devias ter mais algo para te dar coragem e tu respondes;
- Não pode, eu sou uma menina…
Até quando sou “ordinarote” e me chamas a atenção, ou quando te exijo:
- Ólhó respeito! - gosto muito de ti –
Gosto do teu corpo miúdo, (lá estou eu a descambar), do sorriso travesso, dos olhos cúmplices e desse gesto engraçado com que acompanhas o “bico calado”.
Gosto das longas gargalhadas escritas, quando eu exagero em piadas estúpidas, ou conto as minhas histórias por vezes chatas
Ver a nossa Luzinha no Ambiente de Trabalho, faz-me sentir muito menos solitário, acredita!
Amanhã, quando a vida assim o quiser e nos mandar cada um para seu lado, vou levar-te na memória.
Podes crer!

- j a godinho -

sábado, maio 18

61 – Soneto Inacabado II «Luar dos Dias»



Um soneto escrito por duas vezes, finalmente terminado, 201.

Soneto Inacabado II

Trago nos braços um enorme ramo
De rosas de cores várias e garridas
Feito de tantas juras falsas e fingidas
E no peito um esquecido “eu te amo”

Eu até já nem sei como me chamo
Talvez algo como crostas, feridas
Ou um misto de desilusões unidas
Erro de Deus, ou só um mero engano

Vou deixar para acabar em outra hora
Este singelo soneto inacabado
Que é feito de vontade de ir embora*

Procurar melhor sorte do outro lado*
Ir em busca de outra vida, cair fora*
E esperar se cumpra inteiro este meu fado

(nota de rodapé)
* Terça-feira, já com o aporte de trabalho, acabei-o, escrevi o 11º, 12º e 13º verso.

- j a godinho -

sexta-feira, maio 17

DIVULGAÇÃO

Meus Amigos

Na próxima 5ª feira estarei na RDP Internacional
Hora de Poesia 10 / 11 horas, por Jorge Vieira

http://www.rtp.pt/play/direto/rdpinternacional/

quinta-feira, maio 16

60 – Tempo de ruturas «Luar dos Dias»



Texto escrito em Novembro de 2011.

Tempo de ruturas

Da janela do meu quarto, olho para dentro de mim e vejo uma árvore.
Não será de grande porte e frondosa como outras que enxergo ao longe na floresta. É uma outra, mais débil, que brotou em solo madrasto, onde tenta a duras penas fincar raízes.
Não é fácil a uma árvore, porque todas em princípio são iguais, (só em princípio), ter pouco chão para crescer e tentar roubar um pouco de sol.
A minha tem tentado, pelo menos viver por imitação, como se fora como as outras.
Em tempos idos, deu de crescer desmesuradamente um ramo á pequena árvore, ao ponto de em vez de se sentir parte dela, passar a julgá-la sua.
Era uma postura engraçada, até começar a pecar pelo exagero.
Há meses o ramo adoeceu.
Mandavam todas as regras do bom senso, que fosse podado, abrindo espaço para que outro crescesse no seu lugar.
- Mas não, nada de ruturas, - pensei eu -. É melhor esperar que a doença passe, reabilitar o ramo.
Não passou, agravou muito os sintomas, ao ponto de estar a fazer muito mal a toda a árvore, que sou eu.
O que não houve coragem para fazer na hora, tem que ser feito agora, protelar não resolve nada, só traz mágoas.
Esperemos que outro ramo cresça no lugar, ou que os demais preencham a falta.

- j a godinho -

quarta-feira, maio 15

59 – Valsa de Outono «Luar dos Dias»



Escrito em Outubro de 2011.

Valsa de Outono

No Outono, como está sua estação?
Agora temos uma árvore, aonde colocar nossos sonhos.

Está quente, muito para lá do que é normal.
Sim, não é uma árvore qualquer, é uma árvore imaginada.
Produz sonhos, insónias, uma vontade enorme de partilha, de lhe beber a sombra.
Tem muitas folhas perenes, verdes, de nervuras largas, como longos dedos ávidos de pele.
Produz suspiros mil, vontades de ir em frente, vencer o medo, sem olhar onde se pisa.
Quando não se vence, sai-se, sem traumas nem melindre, só capacidade de entender e esperar.
Também tem promessas só alcançáveis na cabeça dos que se sentam sob a sua copa, com o tronco como apoio.
Dotados de uma grande vontade de uns braços quentes.

- j a godinho -

59 – Valsa de Outono «Luar dos Dias»



Escrito em Outubro de 2011.

Valsa de Outono

No Outono, como está sua estação?
Agora temos uma árvore, aonde colocar nossos sonhos.

Está quente, muito para lá do que é normal.
Sim, não é uma árvore qualquer, é uma árvore imaginada.
Produz sonhos, insónias, uma vontade enorme de partilha, de lhe beber a sombra.
Tem muitas folhas perenes, verdes, de nervuras largas, como longos dedos ávidos de pele.
Produz suspiros mil, vontades de ir em frente, vencer o medo, sem olhar onde se pisa.
Quando não se vence, sai-se, sem traumas nem melindre, só capacidade de entender e esperar.
Também tem promessas só alcançáveis na cabeça dos que se sentam sob a sua copa, com o tronco como apoio.
Dotados de uma grande vontade de uns braços quentes.

- j a godinho -