domingo, dezembro 8

CRÓNICA DE UM QUALQUER DOMINGO



Deitado e imóvel, nesta gélida madrugada de Dezembro, fecho os olhos e procuro-me. Quem me olhe, jurará que estou dormindo, mas nunca estive tão desperto, tão completamente consciente de mim. Perscruto todos os meus recantos, com todos os sentidos alerta, olho-me no espelho interior e busco o que fui, o que sou e a projeção de um futuro, que ainda me amedronta.

Não sei de onde sou, muito menos para onde vou, só sei, pelo meu saber pressentido, que não sou daqui, este não é o meu lugar, mas algures longe, em busca de viver.
Não me vou entregar à cómoda realidade de sobreviver. De preferência, morrerei a procurar-me, sem a mínima certeza de me encontrar fora de mim, como o logro no âmago do meu interior.
Não sei se alguém entenderá estas palavras, hoje resolvi não escrever para o vulgo, para a imensa mole de nados mortos que me rodeiam e que nada me dizem, nem nunca saberão de mim, coisa nenhuma. Esta sociedade está cheia de gente de estar, os nados mortos, que nunca chegarão a ser, nem a entender-se. Porque a gente só nasce, quando sente a dor do parto, só nesse momento, se deixa a condição de estar, para ser. E muito poucos que conheço o conseguiram.
Lembro-me da sensação de ter nascido, da dor que senti naquela tarde que recordo, sem lograr situar no tempo. Recordo ter tido a consciência do nado morto que tinha deixado de ser naquele instante, para me tornar o homem nascido, que hoje se escreve, para os poucos que me entendem.
Nesse momento, venci o medo da morte.
Nesse momento, percebi que só se deve temer o que não se não estende.
Nesse momento, iniciei a longa caminhada para controlar os medos, que está ainda só no começo.
Nesse momento iniciei a minha viagem consciente, que sei exatamente quando vai terminar, no instante da minha morte.

sábado, dezembro 7

ESTOU DE VOLTA



Bom Dia

Porque hoje é sábado, volto com um desabafo indizível.
Cavaco Silva, (cuspo), vai representar Portugal nos funerais de Mandela.
Depois de ter votado contra, aquando Primeiro-Ministro, uma Moção das Nações, que pedia a libertação do preso político Nelson Mandela, o Presidente mostra ser uma personagem sem hora nem vergonha.
Cada vez sinto mais asco, por haver portugueses como este, que nojo.

sexta-feira, agosto 2

DEVANEIOS CAPILARES




Anonimammente sentada, pensava de cabeleira na mão, como faço para largar a mão deste cabelão?
Era difícil resistir à tentação de não ter a mão no pêlo da cabeça, era uma batalha desesperante, não sentir o tufo onduladamente, sedoso, cheiroso, a escorregar-me entre os dedos, a esticá-lo e, a vê-lo, encaracolar-se sozinho, uma mania que o raio deste cabelo tinha.
Era difícil e, ainda é! Uma guerra, sempre aberta entre a minha mão e o meu cabelão... Sem solução! Viverei eternamente anonimamente desesperada, se...

Cabeludinha

Feliz de mim que sou carca, as preocupaçõe capilares não me assistem. Poupo em champô, água e pente, além de um simples piolho se tornar na minha cabeça um sem abrigo.
Não gasto tempo frente ao espelho, nunca faço a pergunta:
-Espelho meu, há algum mocetão na União Europeia e arredores mais bonito do que eu?
E deixo de ouvir a resposta mais óbia,
-Não sejas parvo! Seu convencido do caraças, vai-te catar.
Obviamente que o, vai-te capatar, por parte do espelho mal educado de pai e mãe, não passa de uma figura de estilo, nada há a catar na minha venerável cabeça. É verdade que tenho caspa, reconheço. E não nego alguns episódicos focos de seborreia no tempo mais úmido, mas gado, não! Algum piolho que se aventura na minha árida meloa, é oriundo dos Países Baixos e rápidamente pará lá volta se entretanto não apanhar uma insolação que lhe provoque um traumatismo ucraniano e o faça perder a tramontana.

Carecão

segunda-feira, julho 15

POSSIVELMENTE

Texto meu do Luar dos Dias
Dito por: Maria Helena Ribeiro

terça-feira, julho 2

CRÓNICA DO DIA




Hoje estou muito contente e tenho motivos.
Finalmente estamos livres do feio sapo de olhos papudos e voz monocórdica do Vítor Gaspar. Nunca mais nenhuma criancinha ficara aterrorizada com a frase:
- Se não comes a sopa, chamo o monstro das finanças.
A criançada sortuda, pode fazer birra á vontade, que na pior das hipóteses, só vai ter que montar o burro dos ranchos, o Relvas.
É verdades que a nova ministra estará atolada nas SWAPS até às carrapetas das maminhas, mas qual é o político luso que não está metido em algum negócio malcheiroso? Se até o Senhor de Boliqueime, (cruz credo, que nojo), não se lembra de quando fez a escritura, nem quanto custou a Quinta da Coelha.
De agora em diante, todos os portugueses de bom gosto vão interessar-se muito mais por Finanças Públicas. Eu, sempre que a Maria Luis Albuquerque discursar na tv, vou desligar o som e ficar bem atento.
Nunca mais se ouvirá em nenhum lar, ogrito de raiva:
- Querido, baixa o som dessa televisão, não consigo ouvir a novela.
Todas as tvs estarão sem som e os queridos a ver a bela Maria Luis. Em paz e sossego.

- j a godinho (02/07/2013) -

sexta-feira, junho 28

A MINHA POESIA

POEMA - EU, POR MIM
DITO POR - EDUARDO ROSEIRA
em 01/06/2012 - Casa da Cultura de Paranhos

terça-feira, junho 18

quinta-feira, junho 13

terça-feira, junho 11

sábado, junho 8

QUATRO LUAS

Uma das minhas Luas, a mais bonita, acho.

sexta-feira, junho 7

quinta-feira, junho 6

terça-feira, junho 4

VERGONHA



“ O Presidente da República não se deve meter na vida dos partidos políticos. Nunca o fiz, não faço, nem fazerei”.

Por: Aníbal Cavaco Silva

Isso mesmo, não é erro meu, leram bem “FAZEREI”, palavra da inefável criatura.
Este homem nunca será um palhaço, por notória falta de capacidade.
Para o ser, teria que ter; humanidade, inteligência, cultura e graça.
Será, isso sim, no futuro, uma nódoa vergonhosa na História de Portugal.

- j a godinho -