Está um dia maravilhoso
A vila está cheia de gente
E a piscina está fechada
Há razões que a razão desconhece
domingo, agosto 7
sexta-feira, agosto 5
terça-feira, agosto 2
Ao Zeca - Tributo
HOMENAGEM À UTOPIA
1929 - 1987
"Parto da música para o texto. (...) Semeio palavras na música. Não tenho pretensões de dar a estas minhas deambulações pela música qualquer outro rótulo. Faço apenas canções." "Eu sempre disse que a música é comprometida quando o músico, como cidadão, é um homem comprometido. Não "é o produto saído desse cantor que define o compromisso mas o conjunto de circunstâncias que o envolve com o momento histórico e político que se vive e as pessoas com quem ele canta". Zeca Afonso
“Em terras, em todas as fronteiras, seja bem-vindo quem vier por bem…”
Deixaste-nos na madrugada da minha vida, sem me dares tempo de te dizer, da importância que tiveste na minha formação como pessoa. Ficou a tua Obra, que podemos ouvir sempre, tão actual, como se tivesse sido escrita amanhã.
Lá onde estás, na memória dos que te amam, continuarás a ser o comandante desarmado da nossa Sierra Maestra.
Para os “Índios da Meia - Praia”, os mais simples de nós, és também uma espécie de Almirante da nossa Utopia Naufragada.
Vamos continuar a ouvir a tua música, e a acreditar que o futuro é possível.
---//---
PS : A minha "crise" imaginativa continua assim grave, ao ponto de esquecer datas inolvidáveis com outro espírito mais tranquilo. Mas há sempre uma mão amiga para nos refrescar a memória. Desta vez foi a Maria Gertrudes, (não editas nada sobre o Zeca?), eu lembrei que era 2 de Agosto. Então retirei da "catacumbas" do Crínicas algo já etitado antes, acrescentei um vídeo e cá esta.
O que seria de mim sem os amigos...
segunda-feira, agosto 1
Coisas da vida
Tenho a certeza que devo muito do que sou ás novas tecnologias. Sem elas não me consigo pensar.
São uma ferramenta espectacular para quem as domina, que bom a minha geração ainda ter "apanhado o comboio".
Tenho, ao longo destes tempos encontrado pessoas de quem perdi o contacto, uns desde os tempos de colégio, outros de quem por vicissitudes da vida não falava amiúde.
Hoje recebi um "pedido de amizade" no Facebook de um Fernando Navalho de Seda e da minha idade.
Nasceu cá, fez a 1ª classe e patiu na primeira leva que demandou a cidade á procura de uma vida melhor, há quarenta e cinco anos.
Tem memórias de alguns nomes que resistiram ao tempo, (Zé Luis, primo Zé João, Horácio, irmão, Mimi, Teresa Genoveva) e a outras vidas.
Dos daqueles tempos que por cá ficaram, ou dos que acabaram por seguir-lhe as pisadas, quem se lembra do "Massas"?
terça-feira, julho 26
Receitas da avó velhinha
GASPACHO À ALENTEJANA
Ingredientes: 3 dentes de alhos, ½ colher de sopa de sal, 2 colheres de sopa de azeite, 4 colheres de sopa de vinagre, ½ pepino, 2 tomates bem maduros, 1 pimento verde, 1,5 L de água fria, 200 g de pão duro, Orégãos q.b.
Modo de preparação:
Esmagam-se muito bem os dentes de alho num almofariz juntamente com o sal até se obter uma papa, que se coloca no fundo de uma terrina.
Rega-se com o azeite, o vinagre e juntam-se os orégãos.
Pela-se o tomate e reduz-se a puré, que se adiciona ao preparado anterior. Em seguida corta-se em quadradinhos pequeninos, o pepino e o outro tomate, e o pimento em tiras fininhas. Introduzem-se na terrina, juntando-se de seguida a água fria.
Na altura de servir, junta-se o pão cortado em cubos pequenos e serve-se bem fresco.
Sugestão
Pode acompanhar-se com peixe frito ou grelhado
segunda-feira, julho 25
Hoje
Hoje podia escrever sobre qualquer coisa
Amor, ódio, paixão, tristeza ou loucura
Mas sinto-me tão bem
Que correm nas minhas veias palavras
E recordações de ternura
Podia inventar histórias sem fim
Onde o meio nunca acaba e a aventura
É uma constante em mim
Não é fácil estar pré disposto
Muito menos estar assim
Mas sinto-me tão bem
Que correm nas minhas veias palavras
E recordações de ternura
Podia eu fechar os olhos
E nos meus ouvidos chegariam
Novas melodias que me embalavam
Para uma escrita em correria
Só que hoje sinto-me tão bem
Que sobre isso jamais escreveria…
(Félix Pereira Júnior)
sábado, julho 23
Dia A Dia
Esta, foi uma semana demasiado atribulada, não houve "pachorra" para dedicar ao Crónicas e eu aproveitei para editar o trabalho do amigo João.
Muito provavelmente vou continuar assim, nesta espécie de greve forçada, efeitos da minha crise.
Nada que me moa a cabeça, não tenho vontade de cá vir, não venho.
quinta-feira, julho 21
Colaborações - João A. Raposo
Reflexão sobre a evolução do movimento associativo em Portugal
A criação e gestão das Instituições Particulares de Solidariedade Social
Parte IV
"Recomenda ao Governo a definição de critérios claros, objectivos e transparentes na gestão das listas de espera de equipamentos sociais públicos ou que gozem de financiamento público e a efectiva fiscalização desses mesmos critérios".
A implementação desta Recomendação, designadamente quanto ao conhecimento
prévio dos critérios de selecção e da fiscalização dos mesmos, seria muito importante, quer para os responsáveis destas Instituições quer para os utentes e suas famílias, para além de constituir uma garantia de imparcialidade na gestão das listas de espera.
De salientar que, em época de forte condicionamento financeiro, o Estado terá de assumir a responsabilidade que lhe cabe, enquanto parceiro co-responsável no financiamento destas Instituições, verificando a efectiva fiscalização destes critérios, de forma a garantir, simultaneamente, a aplicação correcta do dinheiro dos contribuintes e a satisfação das necessidades dos utentes numa base de equidade e transparência.
As transferências financeiras decorrentes das parcerias celebradas, desde 1992, entre o Estado e as IPSS, têm permitido o funcionamento destas Organizações numa lógica de voluntariado, no que se refere aos seus corpos dirigentes, solução que carece de revisão no sentido da profissionalização da gestão sem a qual não é possível usufruir das vantagens da eficiência e da racionalidade dos custos.
A situação actual tem proporcionado ao poder local o indispensável apoio na concretização das suas políticas sociais, quanto à construção das necessárias infra-estruturas e criação de emprego em épocas de crise. No entanto, têm sido descurados aspectos importantes designadamente a alteração legislativa que permita a participação efectiva na gestão dos verdadeiros interessados (utentes, Estado e trabalhadores), assim como a definição de um regime de pessoal que, tendo em conta as aspirações dos trabalhadores, promova a sua valorização profissional através de formação adequada, valorizando, ao mesmo tempo, o trabalho desenvolvido pelos mesmos numa área de grande interesse social.
quarta-feira, julho 20
Colaborações - João A. Raposo
Reflexão sobre a evolução do movimento associativo em Portugal
A criação e gestão das Instituições Particulares de Solidariedade Social
Parte III
Sabendo-se que está em causa o princípio da universalidade no acesso aos equipamentos
sociais co-financiados pelo Estado ou, pelo menos, a concessão de benefícios à população mais necessitada, tal obriga a uma definição de critérios muito concretos e controláveis por entidades independentes, onde as Comissões de utentes ou os seus representantes sejam, necessariamente, ouvidos no que respeita ao preenchimento de vagas e ao estabelecimento de prioridades na concessão de ajudas aos cidadãos que, efectivamente, delas careçam.
A situação actual pode favorecer, sem sombra de dúvida, os candidatos com maior poder económico, dada a possibilidade que estes têm de conceder donativos que, embora previstos na lei, nunca deveriam ter a possibilidade de poder servir de contrapartida para a utilização de serviços concebidos pelo Estado para os mais desfavorecidos.
ü Sobre este assunto existe queixa do representante português junto da INPEA (International Network for the Prevention of the Elbert Abuse), Organização não Governamental que funciona junto das Nações Unidas, para além da proposta de Recomendação que um partido político, com assento parlamentar, apresentou na Assembleia da República, em 2008, cujo texto se transcreve:
(continua)
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